segunda-feira, agosto 14, 2006

A Partida

Bom, já estava na hora de contar as notícias da minha viagem para a França. Hoje faz uma semana que eu cheguei aqui e até que já estou bem ambientada com o fuso horário, são 5 horas a mais que no Brasil.

Minha última semana em Porto Alegre foi uma correria louca. Por mais que a gente se organize com antecedência, na última hora surgem milhões de coisas para resolver. Uma das coisas mais importantes para eu poder viajar era o visto do Consulado Francês em São Paulo. O problema é que eles não se importam muito contigo, que tu já está com a passagem comprada e que teus prazos são bem mais curtos que os prazos deles. Depois de insistir muito e de mandar mais papéis para agilizar a liberação do visto, na terça-feira (01/08) à meia noite estava eu e o Tio Jacques dentro de um táxi a Variglog para buscar o passaporte.

Cada dia era um problema super importante para resolver e meus nervos ficavam à flor da pele. Ainda bem que eu tive um apoio imenso da família e dos amigos. Nossa, nessas horas é que a gente se dá conta de como tem tantas pessoas torcendo por ti, pelo teu sucesso e que estarão por perto para segurar tua mão nos momentos mais difíceis.

Tive diversas despedidas em grupos diferentes, amigos, família... Foi muito importante essa parte também. Só que chegou uma hora, que como disse um amigo meu, que eu tinha que parar de me despedir e IR para a França. Eu não conseguia fazer a mala, deixei para o último minuto. Mas no fim deu tudo certo!! Na quinta de manhã eu\n e a Paula, minha prima super parceira, fomos pesar as malas no Zaffari pra verificar se não ia ter excesso de peso. Beleza, uma tinha 28 kg e a outra 20kg. Depois a família se reuniu no aeroporto para almoçar antes de eu embarcar. Eu estava bem tranquila, aparentemente. Logo depois a Déinha, minha amiga, tb apareceu por lá e não entendia como eu poderia estar tão calma. Pois é, eu parecia calma, mas quando chegou a hora, efetivamente de eu partir, foi como eu me desmanchasse por dentro. Derreti e foi uma choradeira só. Às vezes acho que é importante chorar, liberar as emoções, talvez se eu não tivesse feito isso poderia me\n sentir mal aqui. BUENOS AIRES Durante o vôo até Buenos Aires me senti triste. Sempre quando nos decidimos por uma coisa temos que abrir mão de outras. Isso é clichê, mas nesse momento foi muito profundo em mim. Abrir mão da família e dos amigos, do lugar que a gente conhece pra se arriscar no desconhecido pra construir um futuro profissional, para passar por uma experiência de mudança radical no estilo de vida... isso é de abalar as estruturas. Li\n num site sobre estudar na França que um dos pré-requisitos para vir para cá é ter amadurecimento emocional. Verdade!!!"

Tive diversas despedidas em grupos diferentes, amigos, família... Foi muito importante essa parte também. Só que chegou uma hora, que como disse um amigo meu, que eu tinha que parar de me despedir e IR para a França. Eu não conseguia fazer a mala, deixei para o último minuto. Mas no fim deu tudo certo!! Na quinta de manhã eu e a Paula, minha prima super parceira, fomos pesar as malas no Zaffari pra verificar se não ia ter excesso de peso. Beleza, uma tinha 28 kg e a outra 20kg.

Depois a família se reuniu no aeroporto para almoçar antes de eu embarcar. Eu estava bem tranquila, aparentemente. Logo depois a Déinha, minha amiga, tb apareceu por lá e não entendia como eu poderia estar tão calma. Pois é, eu parecia calma, mas quando chegou a hora, efetivamente de eu partir, foi como eu me desmanchasse por dentro. Derreti e foi uma choradeira só. Às vezes acho que é importante chorar, liberar as emoções, talvez se eu não tivesse feito isso poderia me sentir mal aqui.

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