Esse era o último vôo, fiquei muito cansada desses aviões, de verdade!! Do meu lado sentou uma moça que me perguntou, do you speak english, spanish, french? Aí eu toda orgulhosa falei, oui, je parle français!! Enfim, colocaria em prática 1 ano de\n estudos de francês. Conversamos um pouco, ela me contou que tinha passado 1 mês na Bolívia de férias. Imaginei quem quer passar férias na Bolívia com tantos outros lugares, mas ela logo explicou que tinha uma amiga que morou em Paris, mas que era boliviana. Ela tinha gostado bastante da sua trip na América Latina. Eu contei dos meus projetos na França. No fim ela falou que eu já estava falando bem em francês, mas que aqui eu aprenderia a falar mais rápido. Sim, espero que sim! No aeroporto Charles de Gaulle tive que pedir informações também. Combinei com a Nise e com a Laura, minhas amigas que moram em Paris, de encontrá-las\n na estação Chatelet do RER. O RER é uma espécie de metrô. Achei as pessoas com quem eu conversei extremamente solícitas e educadas. Foi complicado sair do aeroporto, pegar o onibus até a estação do RER e depois subir no RER. Relembrando, carreguei duas malas que somavam 48kg mais a valise de mão com uns 4kg. Pensei em pedir ajuda pras gurias, pra elas irem até o Charles de Gaulle, mas não consegui usar o telefone com meu VISA. Tive que encarar eu mesma. A gente sempre dá um jeito no final, tb é clichê mas é a mais pura verdade. Pedindo mais algumas informações, achei fácil a estação Chatelet onde Nise e Laurinha estariam à\n minha espera. Fazia tempo que não falava pessoalmente com essas duas, ficamos amigas mais virtuais nestes últimos tempos. Elas não me deixaram mais carregar as malas, cada uma pegou uma e seguimos para o Foyer da Nise. Eu tinha até código de barras nas minhas mãos, estava podrinha, mal mantinha os olhos abertos e não conseguia mais formular frases coerentes. Mas foi o máximo colocar os pés pela primeira vez em solo europeu. Largamos as malas e fomos jantar num restaurante chinês. Depois compramos uma garrafa de vinho e fizemos o brinde que já tinhamos combinado na escadaria em frente à Praça da Bastilha. Por mais emocionada e feliz que eu estivesse, não aguentei muito tempo e pedi para ir pra casa dormir. Como ia passar o domingo com elas, podiamos conversar mais e passear no dia seguinte. Elas compreenderam bem e eu dormi, dormi muito!!
Esse era o último vôo, fiquei muito cansada desses aviões, de verdade!! Do meu lado sentou uma moça que me perguntou, do you speak english, spanish, french? Aí eu toda orgulhosa falei, oui, je parle français!! Enfim, colocaria em prática 1 ano de estudos de francês. Conversamos um pouco, ela me contou que tinha passado 1 mês na Bolívia de férias. Imaginei quem quer passar férias na Bolívia com tantos outros lugares, mas ela logo explicou que tinha uma amiga que morou em Paris, mas que era boliviana. Ela tinha gostado bastante da sua trip na América Latina. Eu contei dos meus projetos na França. No fim ela falou que eu já estava falando bem em francês, mas que aqui eu aprenderia a falar mais rápido. Sim, espero que sim!
No aeroporto Charles de Gaulle tive que pedir informações também. Combinei com a Nise e com a Laura, minhas amigas que moram em Paris, de encontrá-las na estação Chatelet do RER. O RER é uma espécie de metrô. Achei as pessoas com quem eu conversei extremamente solícitas e educadas. Foi complicado sair do aeroporto, pegar o onibus até a estação do RER e depois subir no RER. Relembrando, carreguei duas malas que somavam 48kg mais a valise de mão com uns 4kg. Pensei em pedir ajuda pras gurias, pra elas irem até o Charles de Gaulle, mas não consegui usar o telefone com meu VISA. Tive que encarar eu mesma. A gente sempre dá um jeito no final, tb é clichê mas é a mais pura verdade.
Pedindo mais algumas informações, achei fácil a estação Chatelet onde Nise e Laurinha estariam à minha espera. Fazia tempo que não falava pessoalmente com essas duas, ficamos amigas mais virtuais nestes últimos tempos. Elas não me deixaram mais carregar as malas, cada uma pegou uma e seguimos para o Foyer da Nise. Eu tinha até código de barras nas minhas mãos, estava podrinha, mal mantinha os olhos abertos e não conseguia mais formular frases coerentes. Mas foi o máximo colocar os pés pela primeira vez em solo europeu. Largamos as malas e fomos jantar num restaurante chinês. Depois compramos uma garrafa de vinho e fizemos o brinde que já tinhamos combinado na escadaria em frente à Praça da Bastilha. Por mais emocionada e feliz que eu estivesse, não aguentei muito tempo e pedi para ir pra casa dormir. Como ia passar o domingo com elas, podiamos conversar mais e passear no dia seguinte. Elas compreenderam bem e eu dormi, dormi muito!!

No dia seguinte, levantamos e fomos na Gare de Lyon comprar o bilhete de TGV para Grenoble, a cidade onde eu estou estudando. O TGV é um trem aqui da França que viaja muito rápido, significa train grand vitesse, ou seja, trem de alta velocidade. Nessa hora fiquei meio frustrada, queria eu mesma falar com o atendente, entender tudo, mas não conseguia compreender direito. A Nise acabou me ajudando, pois não escutava direito. As pessoas falam rápido aqui e meu ouvido ainda não estava acostumado, além de estar meio atordoada ainda. Em seguida fomos comer um crepe. Não tem nada a ver com o nosso crepe no Brasil. A massa é fininha, suave... Hmmm... Depois fomos dar um passeio na beira do Rio Sena. Tava um dia lindo, claro, ensolarado. A cidade cheia de turistas falando em todas as línguas. Paris é uma cidade verdadeiramente cosmopolita. E tudo é conservado, prédios antigos bem reformados com sacadinhas com flores nas janelas. Tudo é charmoso... Cafés, restaurantes... Achei tão bonitinho um restaurante que era dentro de um barco no Rio Sena. Era caríssimo, mas tinha musica, mesinhas com pequenos abajures em cima, flores, luzinhas... e só observar já era um regalo para os olhos."

No dia seguinte, levantamos e fomos na Gare de Lyon comprar o bilhete de TGV para Grenoble, a cidade onde eu estou estudando. O TGV é um trem aqui da França que viaja muito rápido, significa train grand vitesse, ou seja, trem de alta velocidade. Nessa hora fiquei meio frustrada, queria eu mesma falar com o atendente, entender tudo, mas não conseguia compreender direito. A Nise acabou me ajudando, pois não escutava direito. As pessoas falam rápido aqui e meu ouvido ainda não estava acostumado, além de estar meio atordoada ainda.
Em seguida fomos comer um crepe. Não tem nada a ver com o nosso crepe no Brasil. A massa é fininha, suave... Hmmm...
Depois fomos dar um passeio na beira do Rio Sena. Tava um dia lindo, claro, ensolarado. A cidade cheia de turistas falando em todas as línguas. Paris é uma cidade verdadeiramente cosmopolita. E tudo é conservado, prédios antigos bem reformados com sacadinhas com flores nas janelas. Tudo é charmoso... Cafés, restaurantes...
Achei tão bonitinho um restaurante que era dentro de um barco no Rio Sena. Era caríssimo, mas tinha musica, mesinhas com pequenos abajures em cima, flores, luzinhas... e só observar já era um regalo para os olhos.

Caminhei muito com as gurias e fomos até um parque (que eu não lembro o nome) entre o Museu do Louvre e o Arco do Triunfo. Ainda brinquei com elas e disse que parecia a Redenção. Claro que esse parque era mais bonito e muito maior do que a nossa Redença, mas tinha um estilo parecido. Ficamos até o entardecer e resolvemos tomar umas bières (cervejas) num pub que oferecia descontos até as 20:30. Nos divertíamos falando muita bobagem em português e sem ninguém entender. Muito bom!! Depois voltei eu e a Nise para o Foyer dela e preparei as coisas para ir para Grenoble as 6:50 da matina. Acordamos as 5:30 e depois saímos com as minhas malas rumo à Gare. A idéia da Nise era pegarmos o metrô mas preferia caminhar rápido com elas do que ter que subir e descer escadas. Fomos a pé!! Cheguei uns 10 min antes do trem partir. Aqui não se pode atrasar. O TGV não espera. O trem é muito confortável, até tirei uma soneca. Foram 3 horas de viagem.