Minha primeira viagem para a Europa, agora sim eu estaria indo longe. Primeira viagem longa, primeira viagem em um avião tão grande... O avião tinha 400 lugares e como eu já esperava as poltronas eram apertadas. Ainda mais para mim, assim, um pouco altinha. Definitivamente está na hora de construirem aviões mais confortáveis a um preço módico. Primeira classe não dá pra bancar.
Ao contrário do que eu esperava, as aeromoças - ou aerovelhas, como a Marguit (minha amiga gaúcha aqui na França) costuma dizer - nos serviram bem. A comida que não era aquelas coisas. Apesar disso, estava muito contente de finalmente estar me aproximando do meu destino. No vôo fiz amizade com uma senhora de Porto Alegre que ia passar uns dias em Paris e com uma menina de Santa Rosa que ia passar 1 ano estudando na Dinamarca pelo Rotary. Claro que daí já falei que minha mãe e o Dionísio também são rotarianos e mostrei o chaveirinho que a mãe me deu de presente. Conversei bastante com elas, cada uma com planos diferentes, mas percebi que a Maísa (menina de Sta. Rosa) estava bem mais apreensiva do que eu. Ela tinha só 17 anos, ia morar na casa de uma família que ela ainda não conhecia e ainda ter que aprender o dinamarquês. Eu tava medrosa, mas depois me vi dando força pra ela, palavras de incentivo, tanto que meu medo acabou. Quando o avião pousou reparei numa coisa muito engraçada,\n todos os passageiros batiam palmas. Porque?? Porque chegamos vivos?? ",1]
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Caminhei, assisti uns três filmes, coloquei as pernas pra cima, tentei dormir, tomei dois copos de vinho, mas era impossível pegar no sono e descansar. Acredito que em parte isso se deve ao desconforto, mas a maior parte era a ansiedade mesmo.
Ao contrário do que eu esperava, as aeromoças - ou aerovelhas, como a Marguit (minha amiga gaúcha aqui na França) costuma dizer - nos serviram bem. A comida que não era aquelas coisas. Apesar disso, estava muito contente de finalmente estar me aproximando do meu destino. No vôo fiz amizade com uma senhora de Porto Alegre que ia passar uns dias em Paris e com uma menina de Santa Rosa que ia passar 1 ano estudando na Dinamarca pelo Rotary. Claro que daí já falei que minha mãe e o Dionísio também são rotarianos e mostrei o chaveirinho que a mãe me deu de presente.
Conversei bastante com elas, cada uma com planos diferentes, mas percebi que a Maísa (menina de Sta. Rosa) estava bem mais apreensiva do que eu. Ela tinha só 17 anos, ia morar na casa de uma família que ela ainda não conhecia e ainda ter que aprender o dinamarquês. Eu tava medrosa, mas depois me vi dando força pra ela, palavras de incentivo, tanto que meu medo acabou.
Quando o avião pousou reparei numa coisa muito engraçada, todos os passageiros batiam palmas. Porque?? Porque chegamos vivos??
Desembarcamos em Madrid as 7hs da manha de sábado e eu sem dormir nada. Me despedi de minhas amigas do avião. Desejamos “suerte” umas às outras e cada uma foi para seu destino. Resolvi ficar no aeroporto até a hora do meu vôo à Paris, 8 horas mais tarde. Nunca na minha vida tinha me sentido tão cansada. Queria me sentar em algum lugar para descansar, mas me perdi lá dentro. O aeroporto era imenso!!! Caminhei muito, liguei para o Brasil para avisar que estava bem e achei uma poltrona. As vezes levantava um pouco para esticar as pernas, fui numa lancheria e\n pedi um suco de laranja. Nesse momento senti a diferença no bolso. 3,30 euros, em torno de 10 reais, um copinho pequeno!!! O tempo que passei lá fiquei observando as pessoas. Uma coisa que percebi é que aqui todo mundo se veste como quer, não se importam nem um pouco com a opinião dos outros. Tinham pessoas de todos os jeitos, com chapéus estranhos, gurias com shortinhos micros ou com calças douradas, gente com cabelos com cortes muito estranhos e ninguém ficava olhando. Acho que a E.T. era eu. As 15:25 de sábado peguei o avião para Paris. LA VILLE LUMIERE ",1]
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Desembarcamos em Madrid as 7hs da manha de sábado e eu sem dormir nada. Me despedi de minhas amigas do avião. Desejamos “suerte” umas às outras e cada uma foi para seu destino. Resolvi ficar no aeroporto até a hora do meu vôo à Paris, 8 horas mais tarde. Nunca na minha vida tinha me sentido tão cansada. Queria me sentar em algum lugar para descansar, mas me perdi lá dentro. O aeroporto era imenso!!! Caminhei muito, liguei para o Brasil para avisar que estava bem e achei uma poltrona. As vezes levantava um pouco para esticar as pernas, fui numa lancheria e pedi um suco de laranja. Nesse momento senti a diferença no bolso. 3,30 euros, em torno de 10 reais, um copinho pequeno!!!
O tempo que passei lá fiquei observando as pessoas. Uma coisa que percebi é que aqui todo mundo se veste como quer, não se importam nem um pouco com a opinião dos outros. Tinham pessoas de todos os jeitos, com chapéus estranhos, gurias com shortinhos micros ou com calças douradas, gente com cabelos com cortes muito estranhos e ninguém ficava olhando. Acho que a E.T. era eu.As 15:25 de sábado peguei o avião para Paris.
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Há 9 anos
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