A morte, sentimento de perda, de mãos atadas, peças de um jogo que não se entende muito bem as regras. Neste domingo perdi uma pessoa muito querida e na segunda-feira de novo. Parece que não podendo te dar um susto de uma vez so, o destino vai la e te prega a peça duas vezes para ver se tu resistes.
Meu tio, primo do pai, faleceu neste domingo. Não éramos parentes proximos, mas na minha estadia em Porto Alegre que durou exatos 6 anos, tivemos um contato semanal. Ia sempre jantar na casa da Tia Faeca no famoso encontro das terças à noite, foi um sobrinho super atencioso com a minha vò que era sua madrinha. O fato de eu estar longe não ajudou muito e por telefone senti todo o desespero da familia paterna que perdeu um ente tão querido, tão presente, afetivo e que de repente se foi sem ao menos se despedir. é o que acontece quando o coração decide parar.
Algumas horas mais tarde recebo outra noticia, minha tia, desta vez do lado da familia da mãe, faleceu. Não conseguia acreditar, como pode a morte chegar assim? Telefonei para minha prima que vinha de perder a mãe. Desta vez foi o câncer que atacou. Não deve ser facil, não consigo nem imaginar como reagiria se fosse eu, mas uma coisa é certa, minha prima demonstrou muita força. Pareceu que a mae dela ja a tinha preparado para quando isto acontecesse.
E eu aqui, acompanhando de longe, ligando, conversando, enviando emails para o Brasil para tentar estar um pouco mais presente.
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Há 9 anos
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