Na quarta-feira dia 10 de junho, logo após apresentar meu trabalho no congresso em Lyon, pegamos o avião rumo ao Marrocos. Nos atrasamos e pensamos que perderíamos o vôo.
Claro que a companhia Marroquina era mais desorganizada do que pensamos e o vôo teve um atraso de quase 1 hora. Muita gente saindo da França para visitar a família na África.
Riamos muito, pois a desorganização da Cia e dos passageiros criava um caos, uma confusão geral.
A travessia do Mediterrâneo foi um pouco turbulenta e o pouso em Casablanca (nossa escala antes de Marrakech) foi cheio de emoções. Chegando lá, nenhuma burocracia. Não revistaram a mala, não ligaram o detector de metais, os guardas muito simpáticos e ainda puxaram papo quando souberam que éramos brasileiros. Já no aeroporto de Casa (para os íntimos), foi uma surpresa encontrar um grupo grande de chineses. Yes, eles estão por todo o mundo, a trabalho. Como a mão de obra é muito barata, os trabalhadores chineses se tornaram mais um produto de exportação. Além disso é comum ver pessoas fumando dentro do aeroporto.
Uma espera de duas horas para pegar o próximo vôo em direção ao nosso destino final, Marrakech. O avião era repleto de turistas, dessa vez muitos portugueses e franceses. Descobri que Marrakech é a primeira destinação turística no Marrocos (40%).
Chegamos as 19h e a temperatura era de 35 graus, nada insuportável, pois a brisa quente e seca do deserto ajudava a reduzir a sensação térmica.
Primeiras impressões - 10 de junho
O aeroporto é lindíssimo, enorme, cheio de detalhes arquitetônicos, rodeado de jardins de cactos e muitas rosas. E a vista daquela areia rosa... Alias, o rosa é a cor predominante no Marrocos, as casas e as demais construções são desta cor, a maioria ao menos.
O pessoal do congresso AIM foi muito organizado e colocou uma navette (ônibus) à disposição dos professores e doutorandos que chegavam de vários países da Europa, Estados Unidos e Canadá. Sem maiores problemas chegamos ao hotel.
Quando chegamos, estava morrendo de medo de ter algum problema com a reserva do hotel (vide os relatos da Laura Mastella). Como fiz a negociação por email e telefone, não tinha nenhum comprovante de reserva a não ser a confirmação por email da Latifa, recepcionista.
Pra não dizer que foi perfeito, ela quis me cobrar 550 Dirhams ( a moeda local) pela diária, enquanto que para os participantes do congresso havia sido acordado uma redução de preço para 400 DHM. Nesse momento percebi que o que prevalece em Marrakech é a negociação. Negociei, argumentei, até que depois de uns 15 min ela aceitou, um pouco contrariada de me cobrar o preço combinado.
O quarto, my god, é muito melhor do que eu esperava. Eu e o Tito queríamos nos mudar pra lá. Um Studio (Kitchnette) maior que o nosso apartamento em Grenoble. Salinha com TV a cabo, quarto espaçoso, cozinha, utensílios, banheiro com espelho grande, duas sacadas.... que luxo para um hotel de apenas três estrelas. Além disso, o prédio é lindo, cheio de detalhes da arquitetura marroquina, piscina, sala de chá, restaurante e situado a apenas 150 metros do local do congresso.
Riamos sozinhos, como é bom se sentir rico de vez em quando...
Isso até decidirmos dar uma volta, na mesma noite, pelo centrinho da Medina que é a parte antiga da cidade de Marrakech. Pegamos um taxi, como nos aconselhou a recepcionista (ainda um pouco antipática).
O taxi ao perceber que éramos estrangeiros, resol
Cansados de responder a todo tipo de oferta dos mais variados produtos locais, achamos um ‘restaurante’ no meio da praça. Como explicar o modelo de restaurante local? É uma espécie de tenda com mesinhas ao redor. Eles colocam um prato e te servem as entradas, prato pr
Comemos muuuiiiito bem. Eu pedi um espetinho de frango e o Tito pediu de carne, acompanhado de um suco de laranja com muita polpa e seementes, feito na hora, mais algumas saladas e o pão. E os talheres? A tradição é comer com a mão e um pão. Pedimos talheres e o garçom simpaticíssimo prontamente nos forneceu.
Caminhamos um pouco e decidimos voltar para o hotel, novamente de taxi. Esse nos cobrou 50DHM, justificando que durante a noite o preço dobra. Aceitamos, meio a contragosto. O problema maior não foi o preço pois significa apenas mais 5 euros no nosso orçamento. O que nos incomodou foi que um cara entrou de surpresa junto no taxi. Morri de medo! Pensei, vão nos seqüestrar. Eu não conhecia o caminho de volta, não sabia por onde eles estavam indo. Ninguém nos avisou que dividiríamos um taxi.. 10 min de pânico até que eu reconheci a rua do hotel e pude respirar, aliviada.
Chegamos e pudemos curtir um pouco do resto da nossa noite. Muitas avaliações das nossas primeiras impressões da cidade.
O primeiro dia não tivemos uma boa impressão. Sentimos uma grande disparidade entre a parte nova – reservada aos turistas e plena de hotéis luxuosos – e a parte antiga onde se encontrava a Medina. Uma disparidade tão grande que nos fazia sentir culpados de estarmos lá tirando férias. Além disso, nos sentimos como carteiras ambulantes. Os comerciantes tem uma tendência de tirar o melhor proveito, eles conhecem os preços praticados na França, pois muitos deles tem família morando na Europa já que o Marrocos é um antigo protetorado francês e houve uma imigração em massa em torno dos anos 60 que existe até hoje, mas em menor escala.
Segundo dia – 11 de junho
Acordei de bom humor pois afinal era meu aniversario. Levantei cedinho para organizar meu material para o congresso. O Tito me acompanhou, pois andava meio ressabiada com os marroquinos que não param de paquerar ‘la gazelle, la gazelle’ (gazela, eles chamam as gurias assim).
Mas como estávamos do lado, numa área cheia de hotéis, não tive mais problemas com isso. O Hotel do congresso era mais luxuoso que o nosso, bem mais!!! Não sei como explicar, é tanto detalhe, paredes trabalhadas, cadeiras estofadas em detalhes de vermelho e dourado, bordados, tapetes chiquérrimos, tudo muito grande, lustres de cristal enormes, salões de conferencias. Os organizadores da AIM souberam bem onde se instalar. Um luxo só. Acho que nunca freqüentei lugares tão refinados. Não tinha muito a ver com o congresso de Lyon, que foi organizado na Universidade Jean Moulin e as apresentações eram feitas em auditórios comuns.
Conferencias de professores renomados que eu não poderia perder. A ‘estrela’ foi o Prof. Le Moigne, que trabalha sobre epistemologia da ciência. Fiquei contente de estar lá, encontrei alguns colegas do laboratório de Grenoble, além de outros professores que eu costumo citar nos meus artigos e na minha tese.
E foi justamente lá, durante o coffee break, que eu experimentei o tal do ‘whisky’ marroquino. Para quem não sabe, o Marrocos é um pais muçulmano e o álcool não é um hábito. Um dos colegas era marroquino e explicou que o chá de menta é considerado a bebida nacional, assim como o whisky para os escoceses. Ah, ok, mas não deixa ninguém bêbado, eu disse. Ele me afirmou que é possível ficar bêbado, eu acredito que seja uma piada, mas que vicia, vicia.
Não tem nada a ver com o chá de menta que eu estava acostumada a beber. É um infusão de folhas frescas servida num leiteira (mas muito refinada de metal e toda desenhada) e bebemos em copinhos pequenos todos decorados com desenhos dourados.
Desde então tomei todos os dias!!! Viciei! Haha
Olha, nem o whisky marroquino e nem toda a água do mundo seriam suficientes para nos aliviar um pouco a sensação de calor. Juro que parecia estar uns 40°C. Na hora do almoço comecei a passar mal, minha pressão baixou e resolvi voltar para o hotel, estava muito tonta.
Depois de descansar, sai com o Tito para almoçar, pois não tinha comido nada ainda. Caminhamos um pouco sob o sol escaldante (duas quadras e estávamos molhados de suor) e paramos numa ‘brasserie’ (tipo um restaurante convivial, pequeno e que serve lanches). Tão quente que nem fome eu tinha mais, somente muita sede. O Tito, conhecedor do Nordeste, comparou com o calor e o sol de là. Eu nunca tinha tido essa sensação. Meus pés incharam tanto, tontura... Não voltei para o congresso a tarde e me senti um pouco culpada.
A noite, um pouco mais fresco (25°C), resolvemos dar uma nova volta pela Medina. Mais escolados, depois da primeira vez.. Me arrisquei a fazer compras e a negociar com o pessoal local. Encontramos uma brasileira que veio nos saudar pois reconheceu a camiseta do Grêmio que o Tito estava vestindo. Ela mora na Alemanha, casada e com filhos e nos contou um pouco sobre os hábitos locais. Negociar faz parte do processo de compra. Eles colocam o preço lá em cima e cabe a nós negociarmos. E temos que chutar um preço bem baixo.
Me senti mais confiante, e percebi que é um jogo que se passa entre o comprador e o vendedor. Temos que conversar, contar historias reais ou inventadas, insistir... ‘Jouer le jeu’ (jogar o jogo) como dizem os franceses. E dai foram varias, falamos que éramos brasileiros e não franceses ou ingleses como eles pensavam (pois evidentemente não temos o biótipo conhecido dos brasileiros). Falávamos sobre futebol, perguntávamos sobre os produtos, detalhes, íamos baixando o preço, contávamos que não tínhamos dinheiro, que éramos estudantes e assim foi... Cada produto era negociado, como se fosse um jogo que eles estão acostumados a fazer já que a população é tradicionalmente de comerciantes e isso vem de séculos atrás. Assim, conseguimos bons preços e ao mesmo tempo conhecíamos um pouco da historia de cada pessoa que conversávamos.
Acho que ganhamos um pouco quando não tentamos mais impor nosso jeito de ser, objetivo, e nos deixamos levar pelos hábitos das pessoas. Claro que os vendedores insistentes que tentavam vender túnicas para o Tito ou lustres, produtos que não estávamos interessados nem um pouco, nós ignorávamos. Basta olhar para o outro lado, não responder e seguir o caminho (não é tão fácil, mas conseguimos).
Até que surge um encantador de cobras com uma cobra verde enrolada no pescoço!!! Dei um grito que todo mundo olhou!! Hahaha. Tenho pânic
Voltamos para o hotel um pouco mais contentes da nossa experiência, exploramos os souks (mercados locais), conversamos com as pessoas, aprendemos algumas palavras novas, compramos echarpes e uma sandália a preços super negociados. Sem esquecer que ainda era meu aniver e eu já sabendo que não serviam bebida alcoólica, trouxe na mala um mini champagne para celebrar meus 28 anos! To chegando aos 30, quase uma balzaquiana.
Celebramos e depois, cama fofa, como diria minha vò. Na sexta eu tinha que apresentar meu trabalho no congresso.
Terceiro dia – 12 de junho
Acordei super cedo, estava muito ansiosa, pois foi a minha primeira vez em um congresso em sistemas de informação. Uma parte do meu trabalho é sobre as tecnologias de informação e então resolvi me lançar. Revisei tudo varias vezes, alterei algumas frases, anotei alguns argumentos que poderiam me ajudar na resposta das perguntas que certamente seriam feitas.
Estava estressada, bastante. Toda a confiança que tive nos dois colóquios anteriores tinha desaparecido no Marrocos. Diante de uma situação nova, publico de uma outra área, me senti como uma intrusa numa disciplina que não era a minha. No decorrer do dia percebi que não era a única. Muitos conferencistas tinham vindo de outras áreas, empreendedorismo, recursos humanos...
O encontro com os colegas do lab ajudou a relaxar, mas eu não parava de pensar na minha apresentação. A cada intervalo eu abria meu note, revisava minhas notas, modificava um detalhezinho da apresentação.
Bem que eu apreciaria um vinho para relaxar, mas como já comentei anteriormente, não estava no cardápio.
Durante o almoço com os colegas, experimentamos varias especialidades marroquinas. Couscous, cérebro de carneiro, saladas com molho yogurte, torta de frango doce... Nem lembro de tudo que provei, a comida deles é tão variada. E o menu era bem refinado, digno do hotel onde foi realizado o congresso.
A tarde, se armou um temporal!!! Isso não é nada comum nessa região tão próxima do deserto do Sahara. Ao menos a chuva serviu para aliviar a sensação sufocante provocada pelo calor.
E ai chegou minha vez, minha sala não estava muito cheia. Alguns professores, marroquinos, franceses e belgas, outros doutorandos franceses, argelinos e tunisianos. Como fui a ultima, meu nervosismo foi aumentando, minhas mãos suavam...
Falei, expliquei, justifiquei cada ponto da minha apresentação.. Pena que meu francês foi abalado por eu estar muito tensa. Fiz erros de gramática e gaguejei ☹.
Passei um pouco o tempo previsto de 20 min. E as questões vieram. Eu as respondi, mas recebi muitos comentários. Criticas sobre as teorias utilizadas, mas foram criticas diferentes das quais eu já estava acostumada a receber, visto que o publico era outro. Logo apos fiquei desconfiando do meu potencial, da minha capacidade de escrever a tese. Voltei para o hotel com uma crise existencial, duvidando de tudo que eu já tinha feito.
Me acalmei e com um pouco de distanciamento comecei a perceber que as criticas iam me ajudar. Pois justamente, nunca tinha apresentado para os professores que trabalham com sistemas de informação e que tem um outro ponto de vista sobre a construção da revisão teórica. Pela primeira vez, administradores apreciaram a abordagem territorial das empresas. É sobre isso que trabalho, sobre empresas inseridas em distritos industriais e aglomeradas em um território.
Com um pouco mais de distanciamento, pude perceber que foi uma das melhores revisões criticas que já tinha recebido até agora. Os professores leram o artigo (o que não é tão comum em um congresso, ainda mais um artigo de uma doutoranda) e puderam argumentar profundamente. Acho que é preciso mudar o angulo de visão para poder avançar e continuar num trabalho mais rico.
E como foi dito no final da sessão, é normal entre o primeiro e segundo ano de tese receber bastante comentários e criticas. E que se servire
Talvez o papo de tese não interesse muito, por isso não me prolongarei mais.
O Tito foi um ótimo companheiro e me levou para jantar fora num restaurante de verdade. Caminhamos bastante e escolhemos um bom restaurante. Comemos novamente um couscous bem servido. Mesinhas nas ruas, na parte nova da cidade, menos caótica que na Medina.
Sexta-feira é um dia religioso para os muçulmanos, assim como o sábado para os judeus e o domingo para os católicos, o que talvez justifique o menor movimento nas ruas. Alguns taxistas chegaram a nos oferecer a corrida de graça (o que eu não acreditei muito), mas preferimos seguir o nosso rumo a pé.
Quarto dia – 13 de junho
Acordamos cedinho e tivemos que planejar o que fazer. Já que foi o primeiro dia de folga de verdade. Caminhamos um pouco e encontramos um grupo de taxistas perto do nosso hotel.
E seguindo o habito local, puxamos conversa, pedindo dicas. Uma dica para os brasileiros: ao dizer que éramos brasileiros, despertávamos a simpatia imediata das pessoas. Era incrível! Se chegássemos falando em francês, não tínhamos a mesma receptividade. Os marroquinos gostam muito de conversar e para te explicar qualquer coisa, eles não são muito objetivos.
E vem um deles que se oferece para nos levar no Jardin Majorelle, bastante citado nos guias, e claro o passeio imperdível na Palmeraie (região de palmeiras de tâmaras no inicio do Sahara). O preço da corrida foi muito negociado, como sempre. Mas ao chegarmos no preço não sabíamos que além de ser apenas nosso motorista, o taxista foi nosso guia. Como ele nasceu em Marrakech, ele nos contou um pouco da historia da região. Descobrimos que o povo é de origem berbere em sua maioria e que apos a invasão pela Espanha dos muçulmanos no século 12 é que eles adotaram as tradições árabes. Agora o povo berbere ficou restrito à região das montanhas e eles ainda conservam hábitos e línguas locais. Então atualmente, no Marrocos se fala 3 línguas, árabe, berbere e francês. Se bem que as pessoas que não estudaram não falam bem ou nem falam francês, pois se trata de uma língua imposta na época do protetorado francês e que predomina na educação ensinada nas escolas.
O nosso taxista, chamado Moustafa, nos falou ainda que árabes e judeus se entendem bem. Cada um com suas tradições especificas, se respeitam mutuamente. Ele ainda nos informou que tem uma parte da população que é católica. Existe casamentos mistos entre católicos e árabes, mas não entre os judeus e outras religiões.
Partimos primeiramente para a Palmeraie, queríamos conhecer a região que conta 1 milhão de tamareiras. Segundo alguns guias, essa parte da cidade servia de repouso para os soldados antes de atravessar o deserto. Eles comiam tâmaras e jogavam as semente no chão o que criou uma área imensa de palmeiras. E é lá que seguindo a dica do Moustafa, descobrimos o passeio dos dromedários. Lindo demais e extasiante. Andar de dromedário é difícil, ele balança muito, tive a impressão de que iria cair. Tínhamos um guia para passear no meio das palmeiras que nos levou até um vilarejo berbere, com construções bem típicas. Ele não falava muito bem francês, algumas palavras soltas, mas era extremamente simpático, nos ensinou até algumas palavras em berbere (eu já esqueci, infelizmente) Os animais tinham nomes, a minha ‘dromedária’ se chamava Claudia e a do Tito se chamava Jamila. Elas paravam a cada cinco minutos para comer
Achei ele super simples, mas é um estilo de vida. Viver fora das grandes cidades, seguindo tradições ancestrais. Assim como o Moustafa, nos explicou, no Marrocos eles privilegiam muito o contato social, por exemplo, não se encontra grandes redes de supermercado, elas existem, mas não tem a mesma presença que na França ou no Brasil. Eles preferem comprar diariamente, pequenas quantidades no mercadinho de um amigo. Assim eles conhecem o produto, a procedência e não precisam comprar em grandes quantidades, além de fazerem economias.
Uma das coisas que me chocou na Palmeraie é que tinham muitos hotéis de luxo, estilo resort, Club Med com vastos campos de golfe. Que absurdo fazer campos de golfe numa região tão seca, imagina a quantidade de água que não é gasta para manter a grama sempre verdinha. Os grandes freqüentadores são ricaços ingleses que vem para passar um final de semana e jogar golfe pois tem sempre sol (condição climática importante para jogadores de golfe).
Na minha opinião é um turismo medíocre. Não se conhece o melhor do país se isolando em hotéis luxuosos. O contato social que é super valorizado pelas pessoas daqui, quando se conhece como eles vivem, o que eles valorizam... Bom
Nos despedimos do nosso guia Said que não foi pago, mas seu patrão. Então deixamos algumas moedinhas pra ele, poucas, pois não tínhamos mais.
Seguimos em direção ao Jardin Majorelle. É um jardim privado que é aberto a visitação publica. O que significa que so tinha turistas. Fiquei um pouco decepcionada, porque era tão citado nos guias e finalmente era um jardim não muito grande. Cactos, arvores, flores, laguinhos...e também tinha um memorial para o Yves Saint Laurent. Em 15 minutos já tínhamos visto tudo.
De volta para o hotel, pois o calor começou a ficar novamente insuportável e decidimos almoçar e aproveitar um pouco da piscina.
(continua)
4 comentários:
Filha amada! Viajei na leitura do texto. Que maravilha! Said e as dromedárias são impagáveis e inesquecíveis... Achei legal também tua ponderação sobre como realmente se aprende da cultura de um povo, interagindo com esse povo e não isolados numa redoma que se forma em muitas excursões. Dez! Amei teu texto. beijão da mãe
amiga, que maximo!
que pais maravilhoso né! e eu tenho a impressao que tu ainda conheceu uma faceta completamente diferente do que eu vi. Isso mostra como o Marrocos é rico em culturas, habitos. E esse passeio de camelo !!!! :D
Vou ter que voltar la so pra fazer isso... haha
To aguardando a continuaçao, bjos!
Pois é, Lau, a gente tomou varias precauçoes, muitas baseadas em teus relatos. Também tem a diferença que Marrakech é turistica, acho que metade da cidade (a parte nova) foi construida em funçao dos estrangeiros que chegam em massa.
Concordo contigo que o Marrocos é diversificado, paisagens extremas, pessoas com habitos diferentes.. Vai la pra passear de camelo, aconselho, mas claro se tu fores com o Erwan. Beijos
Eitaaaa... Vou anotar todasssss as dicas! Quem sabe um dia eu num vou la, ne?!
Pelo visto curtiram muitãoooo!!! :o)
AMEI a fotinho de vcs nos dromedarios! Lindos!
Um bju grande
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